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A pílula é responsável pelo aumento de peso?

 

 

A utilização regular da pílula contraceptiva, como forma de prevenção de uma gravidez e o impacto que esta pode ter na composição corporal, é um tema comum entre mulheres. Será que a toma da pílula leva ao ganho de peso ou é um impedimento para manter uma composição corporal adequada? Em primeiro lugar é preciso esclarecer a complexidade deste tema, uma vez que existem vários tipos de pílulas contraceptivas, com doses hormonais distintas, e que consequentemente, terão um impacto também ele diferente, na mulher.

Existem vários tipos de métodos contraceptivos, neste post vamos falar apenas da pílula contraceptiva de ingestão oral, que pode conter ou não estrogénios na sua composição. A pílula tem uma taxa de eficácia na prevenção da gravidez de 99%, é um método prático, acessível e escolhido por muitas mulheres, no entanto, é muito comum ser responsabilizada pelo ganho de peso na mulher. É importante perceber, se esta associação tem ou não fundamento!

Em três trabalhos de investigação com grupo placebo, revistos pela Cochrane, pretendeu-se precisamente avaliar a evolução do peso, entre as participantes que fizeram a toma da pílula contraceptiva e aquelas que não utilizaram qualquer método. Não foram encontradas diferenças no ganho de peso entre os dois grupos, sendo que, a conclusão retirada destes trabalhos é de que não há relação entre o aumento de peso corporal e a toma da pílula contraceptiva. Nesta revisão, a conclusão é clara, não há evidência que suporte a teoria de que a pílula contraceptiva seja uma causa do aumento de peso corporal da mulher, no entanto, é importante referir que foi sugerida como necessária a melhoria da metodologia de investigação utilizada nesta área. *1

Apesar destes resultados e de estarmos a falar da Cochrane, uma das mais prestigiadas revistas científicas, é preciso pensar sobre o facto de uma grande parte das mulheres fazer referência ao peso e à composição corporal quando inicia a toma da pílula. Aliás, isto é de tal forma comum que se tornou quase um ditado “a pílula engorda”. É preciso olhar para esta parte prática e tentar entender, o que de facto, está na origem desta teoria. É também verdade que, como existem diferentes tipos de pílulas, algumas poderão ter algum efeito na questão do peso e da composição corporal, e a partir daí ser criada uma generalização.

Sabe-se, que o acetato de medroxiprogesterona, usada em algumas pílulas de contracepção, pode ter um impacto significativo no aumento de peso, ao fim de 36 meses. *3 Se à uns tempos atrás, a preocupação da maioria das mulheres em particular, era o peso corporal, hoje em dia os parâmetros de auto-avaliação já começam a mudar um pouco e a preocupação em aumentar os níveis de massa muscular, simultaneamente à manutenção de níveis de massa gorda baixos, é crescente. Estas duas características, resultam na desejada definição muscular! A regulação do anabolismo ou catabolismo muscular, depende de vários fatores e a progesterona e estrogênios exógenos, podem influenciar diretamente estes processos, ou indiretamente, através da alteração da concentração de hormonas anabólicas (como a Hormona de Crescimento (HC), testosterona e insulina). As mulheres usuárias da pílula contraceptiva parecem ter um aumento de massa muscular inferior às mulheres não usuárias, seguindo o mesmo padrão de dieta e treino, concluindo-se assim que o processo de síntese proteica pode estar comprometido. *2

Este artigo não pretende defender a toma da pílula contraceptiva, nem por sua vez desencorajar o seu uso, mas sim fazer uma reflexão dos resultados atuais. Parecem haver, de facto, razões para acreditar que alguns tipos de pílula poderão sim ter algum impacto na composição corporal da mulher, nomeadamente no aumento de peso corporal e na menor capacidade de hipertrofia muscular. No entanto, é importante referir novamente que existem várias pílulas com diferentes composições hormonais, disponíveis no mercado, e a escolha da opção mais adequada para cada mulher, deverá ser sempre feita em conjunto com o médico/ginecologista. Independentemente do método contraceptivo utilizado, a manutenção do peso e a melhoria da composição corporal tem como bases, um plano alimentar e um plano de treino, adequados ao objetivo da pessoa em questão, sendo que estes dois componentes são os mais importantes a ter em conta, quer num processo de emagrecimento quer num processo de hipertrofia.

*1 – Gallo, M. F., Lopez, L. M., Grimes, D. A., Schulz, K. F., & Helmerhorst, F. M. (2008). Combination contraceptives: effects on weight. Cochrane Database of Systematic Reviews.

*2 – MARTIN, D., & ELLIOTT-SALE, K. (2016). A perspective on current research investigating the effects of hormonal contraceptives on determinants of female athlete performance. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 30(4), 1087–1096.

*3 – Dungan, J. S. (2010). Changes in weight, total fat, percent body fat, and central-to-peripheral fat ratio associated with injectable and oral contraceptive use. Yearbook of Obstetrics, Gynecology and Women’s Health, 2010, 262–264.

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